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20 de setembro de 2010

O voto na democracia brasileira


Quando os filósofos gregos definiram a democracia há 2510 anos, ela tinha um conceito bem diferente dos dias atuais e, em especial, da brasileira. Lá, a participação ia além do voto, existia até um conselho formado por 500 cidadãos - a Bulé - responsável por discutir os assuntos e tomar as decisões que eram acatadas pela monarquia, cada membro desse conselho (uma espécie de parlamento) era substituído anualmente e só poderia servir duas vezes em toda a sua vida. O regime só não era perfeito porque na época as mulheres não participavam da vida política e social. Bem, com tudo isso havia ainda muitas críticas ao regime, algumas delas do conhecido filósofo Platão (século V a.C.), ele acreditava que o povo não estava preparado (intelectualmente) para participar das decisões, e era verdade, nem todos estavam.

Por aqui a definição de democracia, como por outros países, mudou bastante, o povo não participa diretamente das decisões, elege representantes para fazê-lo. Se Platão pudesse ver esse modelo de democracia, mais precisamente no interior do estado do Pará, ele diria no mínino que o problema foi ampliado, agora temos representantes sabidamente despreparados e o pior, demasiadamente corruptos, e ainda, um povo (eleitor) com sérias limitações para exercer a única coisa que faz lembrar a real democracia, o voto. A crítica que Platão fazia naquele tempo pode se aplicar muito bem aos nossos dias e a esta cidade, “o povo é criterioso na hora de escolher um costureiro (busca o melhor), se tem problema de saúde, quer o médico mais preparado e não o mais eloqüente, então, por que na política presume-se que qualquer um possa governar?” (Platão, Século V a. C.)

Foto:vivaterra.org.br
No Brasil há diferenças grotescas no que se refere à cultura e educação formal, nas regiões norte e nordeste, por exemplo, os índices que medem o desenvolvimento educacional são os mais baixos do país, isso tem reflexo direto na política e em outros setores, a qualidade de vida cai assustadoramente, é fácil ver ruas sem saneamento básico, esgoto a céu aberto, hospitais e escolas sem condições físicas de atendimento, etc. A população ainda nem aprendeu a reivindicar seus direitos legais, lamentavelmente, nesse “fim de mundo” a máxima de que o “errado é que está certo” é muito difundida, exemplos disso,na política, é a expressão “Fulano de tal rouba mais trabalha”. 

Em menos de um mês os brasileiros vão às urnas, pesquise antes de dar o seu voto, procure saber se o candidato não quer apenas se aproveitar do cargo para “meter a mão” no dinheiro público, se ele já foi acusado de alguma irregularidade, procure saber se o candidato tem condições de ler, escrever e argumentar de forma condizente com a função, não espere que alguém com pouca instrução formal seja um bom elaborador de projetos ou que ele interfira com alterações relevantes nos projetos apresentados. Faça bem a sua parte, atualmente votar é tudo o que o eleitor pode fazer.

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