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12 de novembro de 2010

Caso Tiririca: quem deve dizer se uma pessoa é alfabetizada ou não?

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP) o conhecido Tiririca “passou” no teste que iria determinar se o agora político é analfabeto ou não, segundo o presidente do TRE, Walter de Almeida Guilherme, o deputado eleito conseguiu ler e escrever na prova.  

A PROVA

Tiririca fez um ditado tirado da página 51 do livro "Justiça Eleitoral - Uma retrospectiva", editado pelo tribunal. Ele teve que escrever: "A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral".

Tiririca também foi obrigado a ler o título e subtítulo de duas reportagens, uma sobre o Procon e outra sobre o filme de Ayrton Senna. Ele teve de fazer uma interpretação do que leu e escreveu.

O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes classificou de "insatisfatório" o teste de leitura e escrita do deputado federal eleito e afirmou que vai recorrer caso o “palhaço” seja absolvido, ainda segundo Lopes, Tiririca não conseguiu alcançar um desempenho de pelo menos 30% no teste de escrita, leitura e interpretação.

QUEM DECIDE

Determinar até que ponto uma pessoa é alfabetizada ou não, a quem cabe essa tarefa? Ao advogado? Ao juiz de direito? Ao médico talvez, mesmo com sua caligrafia confusa. Onde estão os educadores que passam anos e anos estudando a aprendizagem, a escrita e a leitura?

Se a “Justiça” quer fazer o papel do educador, deixe que o educador faça o papel da “Justiça”, aposto que se assim fosse já existiria uma lei exigindo certificação em nível superior e especializações específicas para aqueles que pretendem ocupar cargos eletivos responsáveis pela vida da população, então, toda essa discussão não teria razão de existir.

Para administrar uma escola, uma empresa, um hospital é exigida na forma da lei uma determinada escolaridade, por que o mesmo não se aplica quando se vai “cuidar” de toda uma nação? 
O autor é pedagogo, pós-graduado em Gestão de Escolas.

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